Secretaria de Assistência Social vai distribuir verduras e melancias em Catingal


Foto: Mera Ilustração

Nesta quinta-feira (23), acontece a entrega de verduras e melancias no Distrito de Catingal, os beneficiados serão famílias que fazem parte do programa Bolsa Família. Para receber as verduras basta levar o cartão bolsa família e o RG.

O programa é uma ação da prefeitura Municipal de Manoel Vitorino através da Secretaria de Assistência Social e tem como objetivo utilizar mecanismos de comercialização que favorecem a aquisição direta de produtos de agricultores familiares ou de suas organizações, estimulando os processos de agregação de valor à produção.

A distribuição acontece no Ginásio de Esportes a partir das 14:00 horas.

Prefeito Heleno Vilar vai entregar ambulância 0km em Catingal no próximo sábado


Foto: Ricardo Meira

A prefeitura Municipal de Manoel Vitorino através da Secretaria de Saúde, estará entregando mais uma ambulância no município, dessa vez, a ambulância será entregue no distrito de Catingal. A cerimônia que acontece no próximo sábado (25), a partir das 08:00 horas, contará com a presença do prefeito Heleno Vilar, Vice-prefeito Silvany Barros, Secretária de Saúde Jocinha Lima e o deputado estadual Marcelo Nilo; além dos vereadores: Marcelo Vilar, Jairo, Ailton Nascimento e Antônio Venâncio; secretários e autoridades de nosso município também estarão presentes no evento.

A nova ambulância 0km que será entregue ao Distrito de Catingal, foi adquirida através de emenda parlamentar do deputado estadual Marcelo Nilo que, atendeu o requerimento feito pelo vereador Marcelo Vilar ao poder executivo municipal no dia 30 de março deste ano. Relembre matéria clicando Aqui…

Levy Barros

LUTO: Morre a mãe do deputado sargento Isidório em Salvador


Foto: Divulgação

No início da manhã deste domingo (19), através de uma “Nota”, o deputado estadual e presidente do partido Avante, Pastor Sargento Isidório, confirmou a morte da mãe do parlamentar, Dona Maria José, que estava internada há cerca de quatro meses para tratar de problemas de saúde.

Em sua página no Face book o deputado escreveu:

LUTO
DEUS resolveu chamar minha mãezinha para a eternidade. Apesar da saudade, sei que ela está em boa companhia, pois partiu sendo uma mulher de DEUS, cheia do ESPÍRITO SANTO.
Fica a saudade dos filhos, netos, sobrinhos, genros e noras, mas sabemos em CRISTO JESUS que quando DEUS coloca ponto final não cabe a ninguém questionar o SEU agir…

“(…) DEUS me deu, DEUS tomou. Bendito seja o nome do SENHOR, a ELE toda honra, toda glória e todo louvor” – Jó (1:21).

O sepultamento acontece hoje (20), no museu de Wanderlei de Pinho em Caboto (Candeias) às 9 horas.

Rebanho da Bahia é o terceiro maior do país e terceiro pior em produção


O rebanho de bovinos da Bahia é a prova viva de que quantidade não é qualidade. Ao todo, o estado tem cerca de 11 milhões de cabeças de gado, o terceiro maior rebanho do Brasil. No entanto, no quesito produção de leite, as vacas baianas deixam a desejar.

Em média, cada uma delas produz apenas 561 litros de leite por ano, o terceiro pior resultado em todo o país. Para se ter uma ideia, a média do Brasil é de 1.382 litros por ano, e estados próximos como Alagoas e Pernambuco produzem anualmente 1.538 litros por animal. Some-se a isso o fator seca, que exterminou 700 mil cabeças de gado e levou outras 500 mil para outros estados, e dá para concluir que a situação da pecuária na Bahia não é das melhores.

 Por possuir uma área bem maior que os outros estados produtores, a Bahia tem o maior rebanho do Nordeste. O que faz com que, mesmo produzindo pouco por cabeça, a produção de leite por aqui ainda seja a maior da região, responsável por cerca de 40% do total, segundo dados do Sindicato das Indústrias de Laticínios e Produtos Derivados do Leite (Sindileite). Justamente por isso, o potencial para crescer é enorme. Correio

Comunicado Urgente: Garantia Safra, seu Boleto se encontra na Secretaria de Agricultura


Foto: Divulgação

O secretário de Agricultura Almir Nunes, comunica a todos os Agricultores Rurais de Manoel Vitorino que, os Boletos de pagamento do “Garantia Safra”, já estão disponíveis e impressos na Secretaria de Agricultura em Manoel Vitorino.

O secretário ALERTA a todos os Agricultores que fizeram o cadastro do GARANTIA SAFRA que, só têm até o dia 30 DE NOVEMBRO para efetuar o pagamento.

Cipe Central frustra ação de bonde no município de Jaguaquara


Cinco revólveres – três calibre 38 e dois 32 – foram apreendidos com traficantes no município de Jaguaquara, momentos antes do grupo tentar “invadir” o bairro Ceará, para matar rivais da venda de entorpecentes.

Foto: Divulgação

Uma denuncia anônima levou policiais da Companhia Independente de Policiamento Especializado/Central até a quadrilha, que estava em um veículo Topic, na rua Tosta Lima.

De acordo com o comandante da Cipe/Central, major Fábio Rodrigo de Melo Oliveira, oito homens, todos armados, estavam no veículo. ” Os policiais tentaram fazer a abordagem, mas eles resistiram na mesma hora”, relatou.

Na ação, cinco foram atingidos e não resistiram aos ferimentos. Rodrigo Moreira Calista, 18 anos, é o único identificado até o momento. Ainda segundo o major, a ação policial impediu a realização de uma chacina. “Se houvesse a invasão ia sobrar para envolvidos e inocentes, inclusive mulheres e crianças, quem estivesse próximo aos desafetos deles”, alertou o major.

Cercos na região estão montados na busca pelos demais integrantes da quadrilha, que também é responsável por outros crimes na região do Vale do Jiquiriçá, além do tráfico.

“A ousadia do em tentar atingir uma unidade especializada mostra o tamanho da periculosidade do grupo. As equipes estão de parabéns em frustrar a ação do crime, certamente impedindo a morte de inocentes”, afirmou o comandante de Policiamento Especializado (CPE), coronel Humberto Sturaro.

Foto: Divulgação

TCM analisa e reprova contas de mais sete prefeituras


Foto: Divulgação

O Tribunal de Contas dos Municípios, nesta quinta-feira (16/11), rejeitou as contas das prefeituras de Acajutiba, Apuarema, Ibicaraí, Igrapiúna, João Dourado, Pintadas e Wanderley, todas relativas ao exercício de 2016. As principais irregularidades apuradas foram o descumprimento do artigo 42 da Lei de Responsabilidade Fiscal – ausência de recursos em caixa para pagamento dos “restos a pagar” – e extrapolação do índice para gastos com pessoal. Os gestores foram multados, e alguns terão que ressarcir valores aos cofres municipais em razão da má aplicação dos recursos públicos.

Em Acajutiba, o ex-prefeito José Luiz Brito teve suas contas rejeitadas por descumprir determinação do TCM ao não promover o pagamento de multas e ressarcimentos, já vencidos, da sua responsabilidade. O gestor foi multado em R$12 mil por outras irregularidades apuradas durante a análise técnica das contas e em R$21.645,72, que corresponde a 12% dos seus subsídios anuais, por não ter promovido medidas visando a redução das despesas com pessoal. O conselheiro Paolo Marconi – que foi voto vencido – propôs que o percentual da multa fosse de 30% dos subsídios, e observou que desde 2012 a prefeitura ultrapassa o limite de 54% para gastos com pessoal, alcançando 72,95% da receita corrente do município, e permanecendo acima do limite até o final 2016, quando registrou 58,25%.

No município de Apuarema, além do descumprimento do artigo 42 da LRF, que gerou um saldo negativo de R$526.680,51 nas contas públicas, também foi identificada a aplicação de recursos abaixo do percentual exigido na área da educação, alcançando apenas 23,58%, quando o mínimo exigido é de 25%. A despesa com pessoal extrapolou o limite máximo de 54%, alcançando 61,35% da receita corrente líquida do município.

Foi determinada a formulação de representação ao MPBa contra a ex-prefeita Jozilene Barreto Ribeiro, pelo descumprimento do artigo 42 da LRF, e o ressarcimento aos cofres municipais da quantia de R$234.048,20, com recursos pessoais, em razão de processos de pagamentos não encaminhados (R$53.557,02), não apresentação de notas fiscais (R$155.198,10) e pela ausência de comprovação de pagamento (R$25.293,08). Também foram imputadas duas multas. Uma de R$10 mil e outra no valor correspondente a 30% dos seus subsídios, por não ter promovido a redução da despesa com pessoal.

O ex-prefeito de Ibicaraí, Lenildo Alves Santana, também descumpriu o previsto no artigo 42 da LRF, provocando uma indisponibilidade financeira no montante de R$12.711.576,73 para pagamento das despesas inscritas em restos a pagar. O gestor terá representação encaminhada ao Ministério Público da Bahia por essa irregularidade, para que seja apurada se houve ou não a prática de crime contra as finanças públicas. Também foi multado em R$8 mil pelas falhas contidas no relatório técnico no valor correspondente a 30% dos seus subsídios anuais, por não ter reduzido a despesa com pessoal.

Em Igrapiúna, o prefeito Leandro Luiz Santos também terá representação encaminhada ao Ministério Público Estadual pelo descumprimento do artigo 42 da LRF, que registrou um saldo negativo de R$4.675.255,42 na contas públicas, e deverá restituir aos cofres municipais a quantia de R$44.803,22, com recursos pessoais, referente a ausência de processo de pagamento (R$43.400,00) e de nota fiscal (R$1.403,22).

Também foram registradas a extrapolação do limite de 54% para gastos com pessoal, que representou 63,82% da receita corrente líquida do município, e a realização de gastos excessivos com locação de veículos, no montante de R$2.779.859,03. O gestor foi multado em R$10 mil pelas irregularidades apuradas no relatório técnico e em R$45 mil, que corresponde a 30% dos seus subsídios, por não ter reduzido a despesa com pessoal.

As contas do ex-prefeito de João Dourado, Rui Dourado Araújo, foram rejeitadas pelo descumprimento do disposto no artigo 42 da LRF, que provocou uma indisponibilidade financeira no montante de R$3.556.468,78, e pela extrapolação do limite de 54% para despesa total com pessoal, que alcançou 59,90% da receita corrente líquida. Também foi registrado o não pagamento de quatro multas imputadas ao gestor em processos anteriores, no total de R$116.868,27, o que denota descumprimento às determinações do TCM.

O gestor foi multado em R$10 mil pelas irregularidades apuradas durante a análise técnica e em valor correspondente a 12% dos seus subsídios anuais, por não reduzir as despesas com pessoal. Ainda deverá ressarcir o valor de R$147.978,79 aos cofres municipais, com recursos pessoais, pela não apresentação de processos de pagamento.

No município de Pintadas, o ex-prefeito Edenivaldo Ferreira Mendes superou o limite máximo de 54% para gastos com pessoal, provocando a rejeição de suas contas e a imputação de multa no valor equivalente a 30% dos seus subsídios anuais, por ter deixado de promover medidas visando a redução de tais gastos. Ele também foi multado em R$5 mil por irregularidades constantes no relatório técnico e deverá ressarcir aos cofres municipais o valor de R$1.933.316,01, com recursos pessoais, sendo R$485.578,63 em razão da ausência de comprovantes de pagamentos efetivados; R$1.201.215,90 pela não comprovação de pagamento de folhas de servidores; e R$1.004,61 pelo injustificável pagamento de multas e juros por atraso no cumprimento de obrigações. Irregularidades praticadas pelo gestor em relação ao Fundef serão denunciadas ao Ministério Público Federal.

Já em Wanderley, o ex-prefeito José Conceição dos Santos também descumpriu o artigo 42 da LRF, motivo pelo qual terá representação encaminhada ao MPBa para que seja apurada a ocorrência ou não de crime contra as finanças públicas. O gestor sofreu ainda multa de R$5 mil por irregularidades identificadas durante a análise das contas e outras de no valor de 30% dos seus subsídios anuais, por não ter promovido a redução das despesas com pessoal dentro do prazo previsto em lei. Deverá ainda restituir aos cofres municipais o valor de R$10.319,71, com recursos pessoais, pela não remessa de processo de pagamento.

Cabe recurso das decisões.

Prefeituras de Jaguaquara e Manoel Vitorino têm contas rejeitadas


Foto: Portal Catingal

O Tribunal de Contas dos Municípios, nesta terça-feira (14/11), rejeitou as contas das Prefeituras de Jaguaquara e Manoel Vitorino, ambas situadas na região sudoeste do Estado. As contas são de responsabilidade de Giuliano Martinelli e Lenilton Lopes, respectivamente, e relativas ao exercício de 2016. O relator dos pareceres, conselheiro Raimundo Moreira, ainda aplicou multas aos gestores na proporção da gravidade das irregularidades praticadas.

As contas de Jaguaquara foram rejeitadas em razão da reincidência na extrapolação do limite para gastos com pessoal, que no exercício atingiu o correspondente a 66,09% da receita corrente líquida do município – quando o máximo permitido pela Lei de Responsabilidade Fiscal é 54% -, e por transferência de recursos à Câmara de Vereadores acima do limite legal permitido. De acordo com o art. 29-A da Constituição Federal, o Executivo deveria ter repassado ao Legislativo recursos na ordem de R$2.870.291,32, mas transferiu o montante de R$2.925.291,28, o que configura desrespeito à norma constitucional.

O prefeito Giuliano Martinelli foi multado em R$8 mil pelas irregularidades contidas no relatório técnico e em R$61.200,00, que corresponde a 30% dos seus subsídios anuais, por não ter adotado medidas visando a redução dos gastos com pessoal.

Já no município de Manoel Vitorino, o ex-prefeito Lenilton Pereira Lopes será denunciado ao Ministério Público Estadual pelo descumprimento do artigo 42 da Lei de Responsabilidade Fiscal, que trata da ausência de recursos em caixa para pagamento de despesas realizadas em 2016, mas que só seriam honradas no exercício seguinte. O objetivo é que seja apurada a ocorrência de crime contra as finanças públicas. O gestor também foi multado em R$6 mil pelas falhas e irregularidades identificadas durante a análise técnica e em R$50.400,00 (que equivale a 30% dos seus subsídios anuais), por não ter reconduzido as despesas com pessoal ao limite de 54%.

Além dessas irregularidades, a relatoria constatou a abertura de créditos adicionais suplementares sem autorização legislativa, a extrapolação continuada do limite para despesas com pessoal, que alcançou 66,97% da RCL do município no exercício, e o não pagamento de diversas multas e ressarcimentos imputados pelo TCM em processos anteriores.

Cabe recurso das decisões.

Catingal: O potencial do Umbu em Manoel Vitorino Bahia


O umbu pode ser melhor aproveitado, agregando valor
e gerando mais emprego e renda.

O umbuzeiro foi batizado por Euclides da Cunha em, Os Sertões, como uma árvore sagrada da Caatinga. Graciliano Ramos também o descreve reportam a árvore nas suas
produções literárias.
Sob o sol intenso do semi-árido nordestino, o umbuzeiro resiste e suas raízes chamadas de batata que já serviram para alimentar muitos retirantes em períodos de seca quando a alimentação escasseia e a fome campeia. agregam valor a renda familiar da população mais pobre do Sertão.
O umbuzeiro ou i m b u z e i r o , S p o n d i a s t u b e r o s a , L . , D i c o t y l e d o n e a e, Anacardiaceae, é originário dos chapadões semi-áridos do Nordeste brasileiro; nas regiões do Agreste (Piauí), ombu, corruptelas da palavra tupi-guarani “y-mb-u”, que significava “árvore-que-dá-debeber”. Pela importância de suas raízes foi chamada “árvore sagrada do Sertão” por Euclides da Cunha.
O umbuzeiro é uma árvore de pequeno porte em torno de 6m de altura, de tronco curto, esparramada, com diâmetro de 10 a 15m projetando sombra densa sobre o solo, vida longa (100 anos), é planta xerófila. Suas raízes superficiais exploram 1m de profundidade, possuem um órgão (estrutura) – túbera ou batata – conhecido c o m o x i l o p ó d i o q u e é constituído de tecido lacunoso que armazena água, mucilagem, glicose, tanino, amido, ácidos, entre outras.
Esta árvore, com sua folhagem em forma de guarda-chuva, têm um sistema especial de raízes que formam grandes tubérculos capazes de armazenar até 3.000 litros de água durante a estação das chuvas, de modo que pode resistir a longos períodos de seca. Um importante recurso.
O caule, com casca cor cinza, tem ramos novos lisos e ramos velhos com ritidomas pode iniciar-se após as p r i m e i r a s c h u v a s (chamadas de cambueiras d o s u m b u s ) , independentemente da p l a n t a e s t a r o u n ã o enfolhada; a abertura das flores dá-se entre 0 hora e quatro horas (com pico às 2 horas). 60 dias após a abertura da flor o fruto e s t a r á m a d u r o . A frutificação inicia-se em p e r í o d o c h u v o s o e permanece por 60 dias. A s o b r e v i v ê n c i a d o umbuzeiro, através de tantos períodos secos, deve-se à existência dos xilopódios que armazenam reservas que nutrem a planta em períodos críticos de água.
O u m b u z e i r o cresce em estado nativo, nas caatingas elevadas de ar
seco, de dias ensolarados, e noites frescas. Requer clima quente, temperatura
entre 12ºC e 38ºC, umidade relativa do ar entre 30% e 90%, insolação com 2.000 – 3.000 horas/luz/ano e 400mm a 800mm de chuva ( e n t r e n o v e m b r o e fevereiro), podendo viver em locais com chuvas de 1.600 mm/ano. Vegeta bem em solos não úmidos, profundos, bem drenados, que podem ser arenosos e silico-argilosos. Evitar
plantio em solos que e s t e j a m s u j e i t o s a o encharcamento.
A propagação do umbuzeiro pode ser feita através da semente, de estacas de ramos: estacas do interior da copa da planta são colhidas entre os meses de maio e agosto; devem ter 3,5 de diâmetro e comprimento entre 25cm e 40cm. As estacas são postas a enraizar (brotar) em leitos de areia fina ou limo, enterradas em 2/3 do seu comprimento, em posição inclinada; a estaca também pode ser enterrada no local definitivo de plantio.
P r o d u ç ã o d e mudas via enxertia: método e m experimentação/observaçã o ; t r a b a l h o s d o I PA (Pernambuco) asseguram êxito na obtenção da muda por enxertia via método j a n e l a a b e r t a ; a E M B R A PA / C PAT S A obteve 75% de “pega” em
enxertos de garfos de umbuzeiro sobre cajazeira (Spondias lutea). Não há r e g i s t r o s d e frutificação/produção de frutos dos enxertos.
Plantio

Foto: Divulgação

Fazer o plantio no início da estação chuvosa. Retira-se o saco plástico ou outra embalagem que envolve a muda. Plantar no centro da cova, sem abafar o tronco com a terra. Apertar a terra levemente ao redor da muda e regar bem.
O umbu é muito apreciado pelos animais, que se alimentam da planta e dos frutos.
Na alimentação humana, os frutos são consumidos ao natural e processados na forma de polpa, geléia, doces, sorvetes, sucos e néctares. O rendimento em polpa é de 50 a 60 % do fruto.
Na região de Jequié é muito apreciada a umbuzada feita de umbu e leite, que é uma espécie de vitamina. O doce feito do umbu verde é produzido ainda de maneira rudimentar como faz D. Helena Ribeiro de Novaes que cozinha os umbus ainda com casca, depois põe na peneira e amassa com uma colher de pau. Em seguida pega a massa e coloca num saco de pano e joga água até tirar o azedo e pega a massa e põe em uma panela com açúcar para produzir o doce de corte.

Colheita / Comercialização

Foto: Portal Catingal/Levy Barros

O pé franco do umbuzeiro inicia produção a partir do 8º ano de vida. A maturação do fruto é observada quando a cor da sua casca passa do verde ao amarelo. Maduro o fruto cai ao chão; devem-se preferir frutos arredondados e com casca lisa. A c o l h e i t a é f e i t a manualmente, e os frutos são colhidos “de vez” para facilitar o transporte. Para consumo imediato o fruto é colhido maduro; para transportar colher o fruto “de vez”. Cada planta pode produzir 300kg de frutos/safra (15.000 frutos). Um hectare com 100 plantas produziria 30 toneladas.
O comércio é feito à beira das rodovias, em mercados e feiras, e os frutos são vendidos por volume, quilo ou dúzia. Em Jequié na época da comercialização do umbu na maioria das esquinas do centro da cidade se o b s e r v a u m v e n d e d o r comercializando o fruto em litros de alumínio ou toucas.
A comercialização é feita também diretamente com os atravessadores nas comunidades rurais, quando os frutos são colocados em caixas ou sacos e levados para as despolpadeiras e para os centros consumidores.
O rendimento por hectare varia com a idade e densidade de plantas, com a condição ambiental e a genética das plantas. De um modo geral uma planta pode produzir de 50 a 300 kg de frutos.
Utilidades do Umbuzeiro

O umbuzeiro foi considerado como a árvore sagrada da Caatinga pelo
escritor Euclides da Cunha

O umbuzeiro foi considerado como a árvore sagrada da Caatinga pelo
escritor Euclides da Cunha.
Vários órgãos da planta são úteis ao homem e aos animais:
Raiz – Batata, túbera ou xilopódio é sumarenta, de sabor doce, agradável e comestível; sacia a fome do sertanejo na época seca. Também é conhecida pelos nomes de batata-do-umbu, cafofa e cunca; criminosamente é arrancada e transformada em doce – doce-de-cafofa. A água da batata é utilizada em medicina caseira como vermífugo e antidiarréica. Ainda, da raiz seca, extrai-se farinha comestível.
Folhas – Verdes e frescas, são consumidas por animais domésticos (bovinos, caprinos, ovinos) e por animais silvestres; ainda frescas ou refogadas compõem saladas utilizadas na alimentação do homem.
Fruto – O umbu ou imbu é sumarento, agridoce e quando maduro, sua polpa é quase líquida. É consumido ao natural fresco – chupado quando maduro ou comido quando “de vez” – ou ao natural sob forma de refrescos, sucos, sorvete, misturado a bebida (em batidas) ou misturado ao leite (em umbuzadas). Industrializado o fruto apresenta-se sob forma de sucos engarrafados, de doces, de geléias, de vinho, de vinagre, de acetona, de concentrado para sorvete, polpa para sucos, ameixa (fruto seco ao sol). O fruto fresco ainda é forragem para animais. 60 dias após a abertura da flor o fruto estará maduro. O umbu possui metade de vitamina C do suco de laranja.
A resistência à seca é a principal característica do umbuzeiro. É na raiz que se encontra o cheropódio, uma espécie de batata que armazena água utilizada pela planta nos períodos mais secos. Um umbuzeiro adulto vive em média 100 anos e pode até armazenar dois mil litros de água em suas raízes.

Catingal: a terra do umbu

Foto: Levy Barros/Portal Catingal

De dezembro a fevereiro é a época de colher o umbu dos umbuzeiros em Catingal, mas o ponto forte do extrativismo é entre 20 de dezembro e 20 de janeiro segundo o produtor rural Adelino Tiburtino Pereira, conhecido por Lino. A fruta representa uma renda extra para as famílias dos agricultores e moradores da região, mas se houvesse uma infrae s t r u t u r a d e t r a n s p o r t e e despropadeiras o aproveitamento seria muito maior e poderia está gerando muito mais recursos financeiros para todos os moradores da região.
A reportagem da COTOXÓ constatou no último dia 23 de janeiro na região do Olho ´Água, área próxima de Catingal, que muitos frutos maduros do umbuzeiro estavam espalhados pelo chão, perdendo por falta de transporte para carregá-los.
A venda do umbu cai de preço ao longo de sua coleta na região de Catingal. No início, por volta do meado de dezembro, o valor de um saco chega a R$ 30,00. Depois diminui para R$ 25, R$ 20, R$ 15 e chega no final da safra por R$ 13,00. O que parece paradoxal dentro da lei da oferta e da procura pode ser explicado pelo fato de quando está diminuindo a coleta de umbu na região de Catingal começa a grande coleta nas regiões de Monte Branco e da Barragem da Pedra cujos frutos amadurecem no curto espaço de tempo posterior aos de Catingal. Além disso, quem acaba tendo altos lucros com a coleta dos frutos dos umbuzeiros são os atravessadores, que compram por um valor baixo e vendem por valores elevados.
“Uma coisa me intriga é esta: o dinheiro arrecadado na época do umbu fica, em sua maioria, nas mãos dos atravessadores e quem mais sofre para retirar o umbu são os catadores que vão para o campo, sofrem em cima dos umbuzeiros e ganham mixarias. Os atravessadores que ficam de braços cruzados é quem mais ganham, cobrando altíssimas porcentagens só para empreitar o umbu”, afirma um catador de umbu da região.
No período da grande coleta em Catingal chega-se sair deste distrito de Manuel Vitorino cerca de 4 carretas diariamente de sacos de umbu, que são comercializados pelos atravessadores.
Para evitar o esquema dos atravessadores os catadores de um de Catingal e da região os catadores poderiam criar de uma cooperativa do umbu, que pudesse vender o fruto diretamente para o comércio ou as fábricas de polpa ou montassem despropadeiras que aproveitassem melhor o fruto e vendessem diretamente para o mercado consumidor, o que iria agregar mais valor.
Catingal é a terra do umbu. De acordo com Adelino Tiburtino Pereira ( Lino) em Olhos d’Água, por exemplo, em uma só hectare existem cerca de 30 umbuzeiros.
Um umbuzeiro no centro de Jequié

Em pleno centro da cidade, o umbuzeiro, típico de Jequié embeleza e é o
único que ainda existe nesta área urbana

Em pleno centro da cidade, o umbuzeiro, típico de Jequié embeleza e é o
único que ainda existe nesta área urbana.
Onde está situada a área urbana de Jequié havia uma quantidade imensa de umbuzeiros. Com o desmatamento para loteamento d e c a s a s r e s i d e n c i a i s e estabelecimentos comerciais muitos “pés” de umbu foram destruídos.
Um umbuzeiro nasceu em pleno centro de Jequié. Ao lado do prédio da nova Biblioteca Municipal Newton Pinto de Araújo, na Rua Barbosa de Souza, os frutos verdes do “pé” de umbu já aparecem.
O setor de Parques e Jardins, responsável pela arborização de Jequié, poderia plantar umbuzeiros em várias partes da cidade, que está situada em uma área semi-ária cujo “pé’ de umbu é das representativas das espécies nativas da região. O empresário Ostílio Simões está plantando umbu em sua propriedade rural, que fica próxima à Fazenda Provisão. Exemplo que deve ser seguido por outros proprietários rurais.
Pesquisa sobre o Umbu na região de Manoel Vitorino

Foto: Levy Barros/Portal Catingal

A pesquisa refere-se a safra de umbu de 2005/2006 Quantidade de carros utilizados para retirar a safra: 504 Numero de sacos retirados: 95.656 Peso médio do saco: 50 Kg
Peso total dos sacos retirados:
4.776.960 Kg Media de compra por saco: R$ 10,96 Media de venda por saco: R$ 24,01 Valor compra total da safra: R$ 1.023.560,00 Valor venda total safra: 2.276.853,00 Os povoados que colhem a maior quantidade de Umbu são: Anta Gorda e Lavandeira.
Outros povoados que colhem umbu:
Ribeirão dos Peixes, Mamonas, Lagoa da Pedra, Pombas, Beira do Rio, Pedras, Jequiezinho, Barra da Purificação, Lagoa Linda, Santa Maria, Caititu, Queimadas, Salgado e sede do município.

Os povoados que não colhem Umbu são:
Serra, Feirinha, 21, Mato Cipó.
Destino da Produção: Salvador, Sergipe, Feira de Santana, Itabuna, Jequié, Ipiaú, Valença, Ubatã, Ibirataia, Ubaitaba, Nova Sôres, Ilheus.
Economia: Gira a mais no município o montante de R$ 2.276.853,00.

Fonte: Domingos Ailton/ Revista Cotoxó
Colaborador: Charles Meira
Digitação e Diagramação p/ Internet: Levy Barros/Portal Catingal